Esta é a última semana para ver a exposição da fotógrafa americana que revolucionou a arte da fotografia no Jeu de Paume. A exposição mostra o lado audacioso e contemporâneo de Diane Arbus na escolha dos temas. São mais de 200 fotografias de casais, figuras circenses, nudistas, famílias de classe média, travestis, celebridades...
A exposição pode ser vista das 11 às 21 horas durante a semana e das 10 às 21 horas no fim de semana. Para evitar a grande fila de espera, os ingressos podem ser comprados pelo site da FNAC.
Esta semana começou o festival de dança contemporânea de Paris, Faits d'hiver. O festival apresenta o trabalho de nove companhias, algumas em fase de reconhecimento e outras já bem conhecidas no campo da dança contemporânea. As apresentações ocorrem em teatros alternativos espalhados pela cidade.
A programação completa pode ser vista no site, onde também é possível comprar os ingressos.
- Cézanne et Paris. A exposição no Musée du Luxembourgmostra as obras realizadas por Cézanne, que viveu, na maior parte do tempo, em Paris. A exposição estará em cartaz até o dia 26 de fevereiro.
- Yayoi Kusama. A exposição da artista japonesa obcecada por bolas esta em cartaz do Centre Pompidou até o dia 9 de janeiro.
- Ainda no Centre Pompidou, Edvard Munch, pintor da obra "O grito" está em cartaz até o dia 9 de janeiro.
- Quatro fotógrafos brasileiros estão em exposição na Maison Européenne de la Photographie. José Medeiros está em cartaz até o dia 13 de novembro e Fernanda Magalhães, Rogério Reis e Edu Simões, participantes da 5a edição do festival FotoRio estão em cartaz até o dia 8 de janeiro.
- Matisse, Cézanne, Picasso... L'aventure des Stein. Até o dia 16 de janeiro o Grand Palais abriga a coleção da família Stein, que desde sua vinda à Paris, acolheu toda a comunidade artística de vanguarda, incluindo grandes nomes da arte em sua coleção pessoal.
- Giacometti et les Étrusques. A exposição das obras do escultor Giacometti, em cartaz na Pinacothèque de Paris até o dia 8 de janeiro, mostra a influência dos povos Etruscos em seu trabalho.
Musée du Luxembourg: 19, rue Vaugirard. 75006. Centre Pompidou: 19, rue Beaubourg, 75003. Maison Européenne de la Photographie: 82, rue François Miron. 75004. Grand Palais: 3, av. du Général Eisenhower. 75008 Pinacothèque de Paris: 28, place de la Madeleine. 75008.
Estes são os últimos dias da exposição da arquiteta iraquiana Zaha Hadid. A exposição ocorre dentro de uma obra realizada pela própria arquiteta, instalada no Institut du Monde Arabe, e mostra maquetes, protótipos, esculturas, pinturas, objetos e filmes. A exposição vai até este domingo, dia 30 de outubro.
Institut du Monde Arabe: 1, rue des Fossés-Saint-Bernard. 75005
Que a cidade de Paris é muito bonita todo mundo sabe. Pensando nisso resolvi criar um blog apenas com imagens tiradas no meu dia-a-dia aqui na Cidade Luz. São imagens de monumentos, de exposições ou de apenas bons momentos. Porque para um bom apreciador uma boa imagem basta. Espero que curtam!
Hoje acontece a décima edição da Nuit Blanche em Paris. A partir das 19 horas, artistas selecionados no mundo inteiro mostrarão seus projetos criados ou adaptados especificamente para o evento. Esculturas, instalações, projeções, vídeos e performances serão apresentados durante toda a noite, acessíveis à todos e gratuitos, até o amanhecer. A programação completa encontra-se no site do evento. As linhas de metro 12 e 14, que ligam todos os percursos artísticos esta noite, funcionarão igualmente até o amanhecer.
Sabe aquele blog do artista gráfico Vahram Muratyan? Paris versus New York mostra com muito bom humor a diferença entre as duas grandes cidades. O artista faz referência à moda, à metereologia, à culinária..., ou seja, à tudo que está ao alcance dos amantes destas duas cidades. A novidade é que até o dia 24 de setembro algumas obras do artista estarão em exibição na loja Colette, onde também estão à venda algumas de suas obras.
Na era da reciclagem, da preservação do meio ambiente e do consumo de produtos bio, as marcas de roupas e acessórios não poderiam ficar para trás. A nova forma de fazer publicidade é através do vídeo, que deve corresponder à imagem da marca, é claro, mas parece que não pode faltar o item bom humor, como vemos nos recentes vídeos divulgados pela marcas Balenciaga, Lanvin e Miu Miu. Detalhe, o senhor que aparece dançando no final do vídeo da Lanvin é ninguém menos que o diretor artístico da marca, Alber Elbaz. Ousado né? Me lembrou o Jô Soares.
A companhia circense do Quebéc, Les 7 doigts de la main, está em cartaz no fim do ano em Paris com dois espetáculos. La vie estréia as apresentações da companhia no dia 25 de outubro e fica em cartaz até o dia 20 de novembro no Cabaret Sauvage. PSY começa no dia 23 de novembro na Grande Halle de la Villette e fica até o dia 30 de dezembro. Os ingressos já estão à venda no site do Parc de la Vilette.
Tokyo Eat é o restaurante do Palais de Tokyo, museu maravilhoso de arte contemporânea. Ao contrário do que parece, o restaurante não é japonês. O melhor é ir a noite, quando tem DJ e o clima é mais animado. Se chegar um pouco mais cedo não deixe de passar na livraria do museu, uma das melhores livrarias de arte da Cidade.
Palais de Tokyo: 13, avenue du Président Wilson. 75016.
Muito tem se falado do Haut Marais (Alto Marais), bairro de número 3 (para quem não sabe, Paris é dividida em 20 bairros que portam seus números de acordo com sua proximidade com o centro da Cidade, o Museu do Louvre). É no Haut Marais que ficava a antiga prisão do Temple, que foi construída em 1240 e abrigou o rei Luis XVI e a rainha Maria Antonieta em 1792 e 1793. A prisão começou a ser destruída em 1808, por ordem de Napoléon Bonaparte, e foi construído no local o atual prédio da prefeitura do bairro e a Place du Temple. Hoje, a região é conhecida pelo nome da estação de metrô mais próxima, Temple.
Aos poucos, o Haut Marais foi se tornando um dos bairros mais descolados e boêmios da cidade. O bairro começa logo acima da rue des Francs Bourgeois, rua de comércio bem conhecida no bairro Marais, de número 4. Seguindo pela rue Vieille du Temple, logo se percebe o clima boêmio do bairro. Com muitos bares e restaurantes, a rua está sempre cheia. Os restaurantes Des Gars dans la Cuisine e o Glou são boas opções para quem tem tempo de sentar e aproveitar o ambiente. No número 78, encontramos o bar La Perle, onde no início do ano o estilista John Galliano falou demais e acabou na delegacia. Não que esta pessoa seja razão para frequentarmos o bar, mas na verdade, ele estava neste bar porque trata-se de um local frequentado pela galera da moda, de cinema...
Mais acima, na rue du Perche, estão concentradas boa parte das galerias de arte da região. Continuando na Vieille du Temple, passamos para a parte das lojas de roupa, onde diversas lojas estão instaladas, como a Vanessa Bruno, Surface to Air(loja que tem filial em São Paulo), American Apparel, The Kooples, Zadig & Voltaire, FrenchTrotters... Quem gosta de fazer bijouterias e trabalhar com metal não deve deixar de passar na Weber, na esquina com a rue de Poitou. Desviamos à esquerda, na rue de Poitou para alcançarmos na rue Debelleyme, um dos melhores bistrôs bio de Paris, já falado por aqui, o inglês Rose Bakery.
Chegamos, enfim, na rue de Bretagne, rua dos floristas, dos queijos, dos azeites, dos mercados, da livraria, resumindo, rua da perdição! Vale a pena passar horas entrando em cada lojinha ou em cada barraca do Marché des Enfants Rouges, no número 39. Para descansar e tomar um café a boa opção é o Café Charlot. No fim do passeio, chegamos na Place du Temple. Virando à direita na rua entre a praça e a prefeitura do bairro, rue Eugène Spuller, chegamos na rue Dupetit-Thouars, rua cheia de cafés e restaurantes simpáticos. Destaque para a livraria Ofr, no número 20, para a sorveteria italiana Mary e para o café Merce and the Muse, ambos na rue Dupuis, número 1 e 1 bis.
Se retornamos por um outro caminho encontramos novos restaurantes, novas lojas, novos cantinhos... Pegamos a rue Charlot e na esquina com a rue de Turenne nos deparamos com a confeitaria de Jacques Genin, que mais parece uma joalheria. Mais abaixo, no número 77, encontramos a loja de vintage mais charmosa do bairro, Mon Amour. Viramos na rue de Normandie e, em seguida, na rue Saintonge, onde no número 52 podemos degustar a verdadeira comida mexicana no recém aberto Candelaria. O micro restaurante abriga uma surpresa no fim da cozinha (no fim da cozinha mesmo), um bar secreto que funciona até às duas da manhã nos fins de semana. Se continuarmos na rue de Normandie, chegamos na rue de Turenne e, em seguida, viramos a esquerda na rue de Poitou até chegarmos na boulevard des Beaumarchais, onde, no número 111, está localizada a famosa loja de roupas e artigos para casa, Merci. A loja é incrível e merece ser visitada. A novidade é a pizzaria Grazie que foi aberta no número 91 pelo filho da idealizadora da Merci. O bom gosto vem de família.
Se der vontade de dormir e acordar no bairro, diversas são as opções de hospedagem. Para os mais jovens, um hotel com cara e preço de albergue muito bem localizado é o Hotel Picard. Outra opção também em conta é o My Hotel in France. Quem puder gastar mais e quiser mais conforto, pode optar pelo Hotel du Vieux Saule, Hotel des Archives, Hotel Molayou pelo conceitual Hotel du Petit Moulin, decorado pelo estilista Christian Lacroix. Uma boa opção para ver de perto a vida de uma família parisiense é se hospedar na Maison d'Hôtes Bonne Nuit Paris.
Para quem estiver em Paris entre outubro e dezembro a boa dica é o Festival de Outono, que traz espetáculos de dança, música, teatro e exposições de arte. A bilheteria já está aberta para quem comprar no mínimo quatro espetáculos diferentes. Para comprar apenas um espetáculo tem que aguardar o começo de setembro e torcer para ainda ter ingresso, pois muitos espetáculos já estão esgotados.
A coreógrafa brasileira, Lia Rodrigues, marca presença mais uma vez no festival, que já está em sua 40a edição. Para quem não conhece, Lia Rodrigues criou sua companhia em 1990 e desde 2003 se instalou no Centro de Cultura da Maré, no Morro do Timbau, no Rio de Janeiro. Em 2007, A Companhia realizou um novo projeto em parceira com a Redes de Desenvolvimento da Maré para a criação do Centro de Artes da Maré, um lugar direcionado para a formação, criação, difusão e produção de artes. Este ano, a Lia Rodrigues Companhia de Danças traz para Paris um espetáculo diferente de tudo que a Companhia já produziu. Lia pediu para onze dançarinos improvisarem um espetáculo à partir de seus medos e fantasmas ou de situações já vivenciadas, mostrando até que ponto uma obra artística pode ser relacionada ao contexto político, geográfico e social do momento e local onde ela foi criada.
O espetáculo da Lia Rodrigues Companhia de Danças está em cartaz no centro cultural Centquatre, do dia 17 à 20 de novembro.
Para quem conhece a cidade de Winnipeg, no Canadá, apenas como a sede dos Jogos Pan-americanos, vale a pena conferir a exposição que a Maison Rouge organizou no ciclo de exposições de cenas artísticas periféricas, sendo Winnipeg a primeira cidade explorada, em cartaz até o dia 25 de setembro.
Winnipeg é uma das cidades de grande porte mais frias do mundo. A cidade tem 700.000 habitantes e fica a oito horas de carro de Minneapolis, cidade importante mais próxima de Winnipeg. A cidade possui diversos centros de dança, música, teatro, fotografia, artes plásticas... O centro de arte contemporânea Plug In, co-produtor da exposição, foi criado no anos 70, em uma época que acreditava-se que Winnipeg era apenas uma cidade sem graça, plana, fria e isolada, comparada às grandes cidades americanas mostradas na televisão. Ao invés de se lamentarem, os artistas de Winnipeg decidiram lutar coletivamente contra o tédio de morar em uma cidade com tais características. Com enorme espírito de colaboração, de resistência e de consciência social, os artistas criaram as obras em torno dos próprios mitos de Winnipeg.
A exposição acontece na Maison Rouge, um centro cultural de arte contemporânea situado na Bastille. Além do espaço dedicado às exposições temporárias, o centro cultural acolhe uma das sedes de um dos melhores bistrôs bio de Paris, o inglês Rose Bakery.
Ao lado de fora, o centro acolhe, ainda, uma livraria especializada em arte contemporânea.
La Maison Rouge: 10, boulevard de la Bastille. 75012
Aberto de quarta à domingo, das 11 às 19hrs. Aberto nas quintas até às 21hrs.
Com o frio que está fazendo em Paris em pleno verão não paro de pensar que o inverno já está chegando (porque pra brasileiro outono já é inverno) e que mal aproveitei a estação. Lembrar do frio me fez pensar na neve e na nevasca que cobriu a cidade no ano passado e no incrível vídeo que dois franceses malucos fizeram ao realizar o sonho de praticar snowboard no meio da cidade, em Montmartre. Vale a pena conferir!
Para quem gosta de moda e está em Paris neste verão a boa notícia é que a exposição da mestre da costura, Madame Grès, foi prorrogada até o dia 28 de agosto.
Grès se lançou primeiramente com o pseudônonimo Alix em 1933, em Paris. Após dez anos encerrou as atividades da Maison Alix para abrir a Maison Grès, que existiu por quase 50 anos.
Grès sonhava em ser escultora, mas acabou indo parar na costura e, mais tarde, foi considerada pela imprensa uma verdadeira escultora de roupas.
A técnica da couturière consistia em plissar o tecido até obter o volume necessário para construir seus modelos drapeados. Um jersey, por exemplo, era plissado até sua largura ser reduzida de 2,80m para 7cm apenas, o que explica a enorme quantidade de tecido usada em certas roupas (cerca de 21 metros!). Tais vestidos demandavam até 300 horas de trabalho!
Grès nunca utilizava corselet em suas criações, pois considerava as formas naturais do corpo feminino importantes para o caimento dos tecidos e drapeados.
Grès não criava a partir de tendências, o que fez com que suas roupas nunca tenham saído de moda.
Em 1972, Grès foi eleita por unanimidade presidente da Chambre Syndicale de la Couture Parisienne.
A amostra acontece no Musée Bourdelle, antigo ateliê do escultor Antoine Bourdelle, onde suas obras estão permanentemente em exibição e onde, atualmente, os modelos de Grès se misturam criando um cenário inusitado, incrível!
Para quem acha que vai descobrir a história do Sari e ver imagens do Taj Mahal, melhor não passar pela exposição. Paris-Delhi-Bombay, em cartaz no Centre Pompidou até o dia 19 de setembro, mostra uma Índia contemporânea através do trabalho de cerca de 50 artistas indianos e franceses, sendo 2/3 das obras tendo sido criadas exclusivamente para a exposição.
A exposição trata de questões recentes, como o homossexualismo, o movimento feminista, o HIV, a violência contra as mulheres e contra as hijras (transexuais), o super povoamento na grandes cidades, a escassez de água potável, religião, castas, dentre outros.
A obra da artista indiana Hema Upadhyay mostra a maior favela da Asia, Dharavi, localizada em Mumbai (Bombay em francês), cidade mais populosa da Índia, homenageando seus habitantes que conseguiram, apesar das dificuldades, criar uma cidade dentro da Cidade, gerando uma economia paralela relevante no cenário econômico do país.
Leandro Erlich criou um típico apartamento parisiense, onde na janela são projetadas imagens de uma rua movimentada em Mumbai. Paris assiste Mumbai da janela de seu confortável apartamento.
Para a instalação intitulada Ali Baba, Subodh Gupta criou uma "caverna" composta por pilhas de objetos em aço Inox, comum na Índia, evocando um comércio indiano.
O tapete indiano da artista Sakshi Gupta é, na verdade, composto de peças metálicas de automóveis, simbolizando o processo industrial do país.
A exposição mostra, também, inúmeros vídeos retratando cenas do quotidiano na Índia e algumas publicidade que ironizam certos costumes, como a realizada pela marca de canetas permanentes Camlin.
Por fim, a obra do francês Orlan mistura as bandeiras indiana e francesa. Composta por lantejoulas que são fixadas no painel de madeira através de pregos, a obra capta diversas variações de luz com a ajuda de uma ventilação artificial.
Quem não puder ver a exposição, mas se interessar pela cultura da Índia poderá assistir os documentários que passaram na Arte (televisão franco-alemã) em complementação à exposição. Os documentários são em inglês com legendas em francês.
- Miró Escultor. Até o dia 31 de julho o Museu Maillol expõe esculturas realizadas por Miró.
- Stanley Kubrick. Para os fãs de cinema o Museu do Cinema consacra pela primeira vez no mundo uma exposição sobre o mestre. Até o dia 31 de julho.
- Roberto Burle Marx. Última semana pra assistir a exposição do paisagista que já passou pelo Paço Imperial, no Rio, e pelo Museu de Arte Moderna, em São Paulo. A exposição ocorre na Cité de l'Architecture et du Patrimoine.
- Madame Grès. Última semana para ver o trabalho da mestre da costura no Musée Bourdelle.
- Hussein Chalayan. Exposição consagrada ao trabalho de um dos estilistas mais inovantes e visionários de sua época. Também no Musée des Arts Décoratifs.
- Paris-Delhi-Bombay. Uma exposição para se descobrir a sociedade contemporânea indiana no Centre Pompidou.
- Maya. Exposição no Musée du Quai Branly de peças de origem Maya, a maioria nunca tendo saído de seu país de origem.
- Zaha Hadid. Exposição do trabalho da arquiteta iraniana dentro de sua própria obra itinerante instalada no Institut du Monde Arabe.
Museu Maillol: 61, rue de Grenelle, 75007
Museu do Cinema: 51, rue de Bercy, 75012
Cité de l'Architecture et du Patrimoine: 1, place du Trocadéro, 75016
Musée Bourdelle: 16-18, rue Antoine Bourdelle, 75015
Musée des Arts Décoratifs: 107, rue de Rivoli, 75001
Centre Pompidou: 19, rue Beaubourg, 75003
Musée du Quai Branly: 37, quai Branly, 75007
Institut du Monde Arabe: 1, rue des Fossés-Saint-Bernard, 75005