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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Diane Arbus


Esta é a última semana para ver a exposição da fotógrafa americana que revolucionou a arte da fotografia no Jeu de Paume. A exposição mostra o lado audacioso e contemporâneo de Diane Arbus na escolha dos temas. São mais de 200 fotografias de casais, figuras circenses, nudistas, famílias de classe média, travestis, celebridades...   

A exposição pode ser vista das 11 às 21 horas durante a semana e das 10 às 21 horas no fim de semana. Para evitar a grande fila de espera, os ingressos podem ser comprados pelo site da FNAC.


Jeu de Paume: 1, place de la Concorde. 75008 


terça-feira, 1 de novembro de 2011

Agenda

Exposições:


- Cézanne et Paris. A exposição no Musée du Luxembourg mostra as obras realizadas por Cézanne, que viveu, na maior parte do tempo, em Paris. A exposição estará em cartaz até o dia 26 de fevereiro.
- Yayoi Kusama. A exposição da artista japonesa obcecada por bolas esta em cartaz do Centre Pompidou até o dia 9 de janeiro.
- Ainda no Centre Pompidou, Edvard Munch, pintor da obra "O grito" está em cartaz até o dia 9 de janeiro.
- Quatro fotógrafos brasileiros estão em exposição na Maison Européenne de la Photographie. José Medeiros está em cartaz até o dia 13 de novembro e Fernanda Magalhães, Rogério Reis e Edu Simões, participantes da 5a edição do festival FotoRio estão em cartaz até o dia 8 de janeiro.
- Matisse, Cézanne, Picasso... L'aventure des Stein. Até o dia 16 de janeiro o Grand Palais abriga a coleção da família Stein, que desde sua vinda à Paris, acolheu toda a comunidade artística de vanguarda, incluindo grandes nomes da arte em sua coleção pessoal.
- Giacometti et les Étrusques. A exposição das obras do escultor Giacometti, em cartaz na Pinacothèque de Paris até o dia 8 de janeiro, mostra a influência dos povos Etruscos em seu trabalho.



Musée du Luxembourg: 19, rue Vaugirard. 75006.
Centre Pompidou: 19, rue Beaubourg, 75003.
Maison Européenne de la Photographie: 82, rue François Miron. 75004.
Grand Palais: 3, av. du Général Eisenhower. 75008
Pinacothèque de Paris: 28, place de la Madeleine. 75008.




quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Tokyo Eat


Tokyo Eat é o restaurante do Palais de Tokyo, museu maravilhoso de arte contemporânea. Ao contrário do que parece, o restaurante não é japonês. O melhor é ir a noite, quando tem DJ e o clima é mais animado. Se chegar um pouco mais cedo não deixe de passar na livraria do museu, uma das melhores livrarias de arte da Cidade.


Palais de Tokyo: 13, avenue du Président Wilson. 75016.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

My Winnipeg

Para quem conhece a cidade de Winnipeg, no Canadá, apenas como a sede dos Jogos Pan-americanos, vale a pena conferir a exposição que a Maison Rouge organizou no ciclo de exposições de cenas artísticas periféricas, sendo Winnipeg a primeira cidade explorada, em cartaz até o dia 25 de setembro. 


Winnipeg é uma das cidades de grande porte mais frias do mundo. A cidade tem 700.000 habitantes e fica a oito horas de carro de Minneapolis, cidade importante mais próxima de Winnipeg. A cidade possui diversos centros de dança, música, teatro, fotografia, artes plásticas... O centro de arte contemporânea Plug In, co-produtor da exposição, foi criado no anos 70, em uma época que acreditava-se que Winnipeg era apenas uma cidade sem graça, plana, fria e isolada, comparada às grandes cidades americanas mostradas na televisão. Ao invés de se lamentarem, os artistas de Winnipeg decidiram lutar coletivamente contra o tédio de morar em uma cidade com tais características. Com enorme espírito de colaboração, de resistência e de consciência social, os artistas criaram as obras em torno dos próprios mitos de Winnipeg. 


A exposição acontece na Maison Rouge, um centro cultural de arte contemporânea situado na Bastille. Além do espaço dedicado às exposições temporárias, o centro cultural acolhe uma das sedes de um dos melhores bistrôs bio de Paris, o inglês Rose Bakery. 


Ao lado de fora, o centro acolhe, ainda, uma livraria especializada em arte contemporânea. 


La Maison Rouge: 10, boulevard de la Bastille. 75012
Aberto de quarta à domingo, das 11 às 19hrs. Aberto nas quintas até às 21hrs.


quarta-feira, 20 de julho de 2011

Madame Grès

Para quem gosta de moda e está em Paris neste verão a boa notícia é que a exposição da mestre da costura, Madame Grès, foi prorrogada até o dia 28 de agosto. 

Grès se lançou primeiramente com o pseudônonimo Alix em 1933, em Paris. Após dez anos encerrou as atividades da Maison Alix para abrir a Maison Grès, que existiu por quase 50 anos. 

Grès sonhava em ser escultora, mas acabou indo parar na costura e, mais tarde, foi considerada pela imprensa uma verdadeira escultora de roupas.



A técnica da couturière consistia em plissar o tecido até obter o volume necessário para construir seus modelos drapeados. Um jersey, por exemplo, era plissado até sua largura ser reduzida de 2,80m para 7cm apenas, o que explica a enorme quantidade de tecido usada em certas roupas (cerca de 21 metros!). Tais vestidos demandavam até 300 horas de trabalho!

Grès nunca utilizava corselet em suas criações, pois considerava as formas naturais do corpo feminino importantes para o caimento dos tecidos e drapeados. 



Grès não criava a partir de tendências, o que fez com que suas roupas nunca tenham saído de moda.


Em 1972, Grès foi eleita por unanimidade presidente da Chambre Syndicale de la Couture Parisienne.


A amostra acontece no Musée Bourdelle, antigo ateliê do escultor Antoine Bourdelle, onde suas obras estão permanentemente em exibição e onde, atualmente, os modelos de Grès se misturam criando um cenário inusitado, incrível!















Musée Bourdelle: 16, rue Antoine Bourdelle, 75015

terça-feira, 19 de julho de 2011

Info - Museus

Para facilitar a sua visita, algumas informações referente à gratuidade e horários de abertura dos principais museus de Paris.


Museu do Louvre: não abre na terça. Fica aberto até às 21:45 na quinta e sexta.

Museu d'Orsay: não abre na segunda. Fica aberto até às 21:45 na quinta.

Centre Pompidou: não abre na terça. Fica aberto todos os dias até às 21:00.

Museu do Quais Branly: não abre na segunda. Fica aberto até às 21:00 na quinta, sexta e sábado.

Museu l'Orangerie: não abre na terça.

Museu Rodin: não abre na segunda. 

Chateau de Versailles: não abre na segunda.


Todos os museus acima são gratuitos todo primeiro domingo do mês, sendo o Chateau de Versailles gratuito apenas aos domingos de novembro à março.

Torre Eiffel

Quem resiste à simplicidade deste desenho que encontrei no Ateliê das Crianças, no Centre Pompidou?


Caminho das Indias

Para quem acha que vai descobrir a história do Sari e ver imagens do Taj Mahal, melhor não passar pela exposição. Paris-Delhi-Bombay, em cartaz no Centre Pompidou até o dia 19 de setembro, mostra uma Índia contemporânea através do trabalho de cerca de 50 artistas indianos e franceses, sendo 2/3 das obras tendo sido criadas exclusivamente para a exposição. 

A exposição trata de questões recentes, como o homossexualismo, o movimento feminista, o HIV, a violência contra as mulheres e contra as hijras (transexuais), o super povoamento na grandes cidades, a escassez de água potável, religião, castas, dentre outros.


A obra da artista indiana Hema Upadhyay mostra a maior favela da Asia, Dharavi, localizada em Mumbai (Bombay em francês), cidade mais populosa da Índia, homenageando seus habitantes que conseguiram, apesar das dificuldades, criar uma cidade dentro da Cidade, gerando uma economia paralela relevante no cenário econômico do país. 


Leandro Erlich criou um típico apartamento parisiense, onde na janela são projetadas imagens de uma rua movimentada em Mumbai. Paris assiste Mumbai da janela de seu confortável apartamento.














Para a instalação intitulada Ali Baba, Subodh Gupta criou uma "caverna" composta por pilhas de objetos em aço Inox, comum na Índia, evocando um comércio indiano.







O tapete indiano da artista Sakshi Gupta é, na verdade, composto de peças metálicas de automóveis, simbolizando o processo industrial do país.
















A exposição mostra, também, inúmeros vídeos retratando cenas do quotidiano na Índia e algumas publicidade que ironizam certos costumes, como a realizada pela marca de canetas permanentes Camlin.



Por fim, a obra do francês Orlan mistura as bandeiras indiana e francesa. Composta por lantejoulas que são fixadas no painel de madeira através de pregos, a obra capta diversas variações de luz com a ajuda de uma ventilação artificial.


Quem não puder ver a exposição, mas se interessar pela cultura da Índia poderá assistir os documentários que passaram na Arte (televisão franco-alemã) em complementação à exposição. Os documentários são em inglês com legendas em francês.


Centre Pompidou: Place George Pompidou, 75004

domingo, 17 de julho de 2011

Agenda

Exposições:

- Miró Escultor. Até o dia 31 de julho o Museu Maillol expõe esculturas realizadas por Miró.
- Stanley Kubrick. Para os fãs de cinema o Museu do Cinema consacra pela primeira vez no mundo uma exposição sobre o mestre. Até o dia 31 de julho.
- Roberto Burle Marx. Última semana pra assistir a exposição do paisagista que já passou pelo Paço Imperial, no Rio, e pelo Museu de Arte Moderna, em São Paulo. A exposição ocorre na Cité de l'Architecture et du Patrimoine.
- Madame Grès. Última semana para ver o trabalho da mestre da costura no Musée Bourdelle.
- Ralph Lauren. Exposição da coleção de carros antigos de Ralph Lauren no Musée des Arts Décoratifs
- Hussein Chalayan. Exposição consagrada ao trabalho de um dos estilistas mais inovantes e visionários de sua época. Também no Musée des Arts Décoratifs.
- Paris-Delhi-Bombay. Uma exposição para se descobrir a sociedade contemporânea indiana no Centre Pompidou.
- Maya. Exposição no Musée du Quai Branly de peças de origem Maya, a maioria nunca tendo saído de seu país de origem.
- Zaha Hadid. Exposição do trabalho da arquiteta iraniana dentro de sua própria obra itinerante instalada no Institut du Monde Arabe.


Museu Maillol: 61, rue de Grenelle, 75007
Museu do Cinema: 51, rue de Bercy, 75012
Cité de l'Architecture et du Patrimoine: 1, place du Trocadéro, 75016
Musée Bourdelle: 16-18, rue Antoine Bourdelle, 75015
Musée des Arts Décoratifs: 107, rue de Rivoli, 75001
Centre Pompidou: 19, rue Beaubourg, 75003
Musée du Quai Branly: 37, quai Branly, 75007
Institut du Monde Arabe: 1, rue des Fossés-Saint-Bernard, 75005

Le Canal St. Martin

Atualmente, o lugar que eu mais frequento nos finais de semana é o Canal St. Martin. Primeiro porque moro perto e segundo porque ele realmente merece posição de destaque na capital francesa. O Canal foi inaugurado em 1825 para trazer água potável para a cidade de Paris. Ele tem 9 eclusas e 2 pontes giratórias, o que torna o passeio de barco um tédio, uma vez que o barco pára a cada 5 minutos de viagem para ser nivelado e continuar o trajeto. O melhor é visitá-lo a pé ou de bicicleta. 


O ideal é chegar no bairro pela estação de metro Republique, entrar na rue Beaurepaire, seguir até o Canal, virar a esquerda e andar pelas suas margens até onde as pernas aguentarem.  

Ao lado esquerdo da margem esquerda do Canal vale a pena visitar a rue de Marseille, onde recentemente abriu uma loja bem legal de roupas, móveis, bicicletas e livros (eu juro!) que se chama Centre Commercial. Ao lado encontra-se a famosa padaria que tem fama de vender o melhor croissant de Paris, Du pain et des Idées, mas que não abre nos fins de semana (Paris tem dessas coisas). Na mesma rua encontra-se as pontas de estoque das francesas Maje e Les Petits. Outras ruas legais para bater perna são as ruas de Lancry, rue Legouvé, rue Lucien Sampaix e rue des Vinaigriers. Para caçadores de roupas vintage o tesouro está no número 12 na rue de Lancry, um pouco mais afastado do Canal, na loja Thanx God I'm V.I.P.

Quem estiver com saudades dos EUA pode passar no duo da rue Beaurepaire Ari's Bagels + American Apparel, loja de roupas de L.A. Os bagels são deliciosos. O bom é pedir à emporter e comer na beira do Canal.

Subindo o Canal, duas boas sugestões de restaurante (com funcionários simpáticos!), o Hotel du Nord, onde eu não resisto e sempre peço o millefeuille de thon, e o Les Enfants Perdus, que fica em um cantinho super charmoso. A essa altura já passamos pela livraria Artazart Design Bookstore que também merece  seu papel de destaque na região. Aliás, a livraria fica em frente ao restaurante Marcel, o indiano, lembram? 

Subindo mais um pouco, sempre pelo lado esquerdo do Canal (quai de Valmy), pois, tirando o Hotel du Nord e o Marcel, todas as minhas indicações ficam neste lado, em uma parte abaixo do nível da rua encontra-se o Point Ephémère, ao lado do Corpo de Bombeiros. Este local abriga shows, boate, exposições de arte, espetáculos de dança... Vale a pena dar uma conferida na programação.



Continuando, sim o Canal é bem longo, tem 4,55km, mas fiquem tranquilos que começando pela Republique já se perdeu a metade da sua distância. Um pouco mais acima, a partir da estação de metro Jaurès o Canal fica mais largo e ainda mais bonito. Logo no início desta nova fase do Canal, encontram-se os cinemas da rede MK2, um de cada lado do Canal. E o mais legal é que se você chegar em um dos cinemas sem saber qual filme assistir e optar por um filme que está em cartaz do outro lado é só embarcar no barquinho que faz a travessia entre os dois cinemas.   



Cerca de 2km depois, ao fim do Canal, encontra-se o Parc de la Vilette que é o maior parque de Paris. Além de uma extensa área verde, o parque abriga a Cité de la Musique, com vasta programação musical, o Zenith, que é uma casa de shows, a Cité des Sciences & de l'Industrie, que é um museu dedicado à ciência e tecnologia, além de um cinema ao ar livre durante o verão.

A melhor opção para visitar o Canal é no fim de semana, ainda que a padaria não esteja aberta. Melhor ainda, evitamos uns quilinhos a mais. No domingo as ruas que beiram o canal ficam fechadas para a passagem de carros e o comércio abre normalmente. 


Centre Commercial: 2, rue de Marseille
Du Pain et des Idées: 34, rue Yves Toudic
Stock Maje: 6, rue de Marseille
Stock Les Petits: 11, rue de Marseille
Thanx God I'm V.I.P.: 12, rue de Lancry
Ari's Bagels: 8, rue de Beaurepaire
American Apparel: 10, rue de Beaurepaire
Hotel du Nord: 102, quai de Jemmapes
Les Enfants Perdus: 9, rue des Récollets
Artazart Design Bookstore: 83, quai de Valmy
Point Ephémère: 200, quai de Valmy
MK2 Quai du Loire: 7, quai de la Loire
MK2 Quai de Seine: 14, quai de la Seine