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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Bijoux


Usar muitos acessórios ao mesmo tempo está na moda e a caveira é a bola da vez. Em Paris, o melhor lugar para encontrar o tesouro é na loja Gavilane, no Marais.


Gavilane: 39, rue Vieille du Temple. 75004

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Glou X Jaja


O duo de restaurantes, Glou e Jaja são boas opções para uma pausa pelo Marais. Os dois pertencem ao mesmo dono e propõem uma cozinha bio em ambientes descolados. Quem conhece o Market em Ipanema vai se sentir em casa quando passar pela entrada discreta do Jaja e se deparar com um pátio arborizado e muito bem decorado.



Glou: 101, rue Vieille du Temple. 75003
Jaja: 3, rue Sainte-Croix-de-la-Bretonnerie. 75004


quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Haut Marais

Muito tem se falado do Haut Marais (Alto Marais), bairro de número 3 (para quem não sabe, Paris é dividida em 20 bairros que portam seus números de acordo com sua proximidade com o centro da Cidade, o Museu do Louvre). É no Haut Marais que ficava a antiga prisão do Temple, que foi construída em 1240 e abrigou o rei Luis XVI e a rainha Maria Antonieta em 1792 e 1793. A prisão começou a ser destruída em 1808, por ordem de Napoléon Bonaparte, e foi construído no local o atual prédio da prefeitura do bairro e a Place du Temple. Hoje, a região é conhecida pelo nome da estação de metrô mais próxima, Temple. 

Aos poucos, o Haut Marais foi se tornando um dos bairros mais descolados e boêmios da cidade. O bairro começa logo acima da rue des Francs Bourgeois, rua de comércio bem conhecida no bairro Marais, de número 4. Seguindo pela rue Vieille du Temple, logo se percebe o clima boêmio do bairro. Com muitos bares e restaurantes, a rua está sempre cheia. Os restaurantes Des Gars dans la Cuisine e o Glou são boas opções para quem tem tempo de sentar e aproveitar o ambiente. No número 78, encontramos o bar La Perle, onde no início do ano o estilista John Galliano falou demais e acabou na delegacia. Não que esta pessoa seja razão para frequentarmos o bar, mas na verdade, ele estava neste bar porque trata-se de um local frequentado pela galera da moda, de cinema... 

Mais acima, na rue du Perche, estão concentradas boa parte das galerias de arte da região. Continuando na Vieille du Temple, passamos para a parte das lojas de roupa, onde diversas lojas estão instaladas, como a Vanessa Bruno, Surface to Air (loja que tem filial em São Paulo), American Apparel, The Kooples, Zadig & Voltaire, FrenchTrotters... Quem gosta de fazer bijouterias e trabalhar com metal não deve deixar de passar na Weber, na esquina com a rue de Poitou. Desviamos à esquerda, na rue de Poitou para alcançarmos na rue Debelleyme, um dos melhores bistrôs bio de Paris, já falado por aqui, o inglês Rose Bakery.  

Chegamos, enfim, na rue de Bretagne, rua dos floristas, dos queijos, dos azeites, dos mercados, da livraria, resumindo, rua da perdição! Vale a pena passar horas entrando em cada lojinha ou em cada barraca do Marché des Enfants Rouges, no número 39. Para descansar e tomar um café a boa opção é o Café Charlot. No fim do passeio, chegamos na Place du Temple. Virando à direita na rua entre a praça e a prefeitura do bairro, rue Eugène Spuller, chegamos na rue Dupetit-Thouars, rua cheia de cafés e restaurantes simpáticos. Destaque para a livraria Ofr, no número 20, para a sorveteria italiana Mary e para o café Merce and the Muse, ambos na rue Dupuis, número 1 e 1 bis. 

Se retornamos por um outro caminho encontramos novos restaurantes, novas lojas, novos cantinhos... Pegamos a rue Charlot e na esquina com a rue de Turenne nos deparamos com a confeitaria de Jacques Genin, que mais parece uma joalheria. Mais abaixo, no número 77, encontramos a loja de vintage mais charmosa do bairro, Mon Amour. Viramos na rue de Normandie e, em seguida, na rue Saintonge, onde no número 52 podemos degustar a verdadeira comida mexicana no recém aberto Candelaria. O micro restaurante abriga uma surpresa no fim da cozinha (no fim da cozinha mesmo), um bar secreto que funciona até às duas da manhã nos fins de semana. Se continuarmos na rue de Normandie, chegamos na rue de Turenne e, em seguida, viramos a esquerda na rue de Poitou até chegarmos na boulevard des Beaumarchais, onde, no número 111, está localizada a famosa loja de roupas e artigos para casa, Merci. A loja é incrível e merece ser visitada. A novidade é a pizzaria Grazie que foi aberta no número 91 pelo filho da idealizadora da Merci. O bom gosto vem de família.


Se der vontade de dormir e acordar no bairro, diversas são as opções de hospedagem. Para os mais jovens, um hotel com cara e preço de albergue muito bem localizado é o Hotel Picard. Outra opção também em conta é o My Hotel in France. Quem puder gastar mais e quiser mais conforto, pode optar pelo Hotel du Vieux Saule, Hotel des Archives, Hotel Molay ou pelo conceitual Hotel du Petit Moulin, decorado pelo estilista Christian Lacroix. Uma boa opção para ver de perto a vida de uma família parisiense é se hospedar na Maison d'Hôtes Bonne Nuit Paris.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Vintage

Em Paris encontramos diversas lojas de segunda mão, mas é preciso saber que existem as lojas que vendem vintage e o que chamamos de friperie, sendo a última, lojas que vendem roupas recentes, da década de 80/90 à preços bem reduzidos. Deste tipo existem várias em Paris e o assunto merece um post à parte. 

Vintage de verdade, roupas de época, são poucas as lojas que vendem. A mais chique de todas é a Didier Ludot, que fica na galeria do Palais Royal. Nesta loja só entram roupas de altíssimo nível e excelente estado de conservação. O resultado é que as peças podem custar mais caro que quando foram colocadas à venda pela primeira vez.

O brechó Iglaïne tem um acervo visível incrível, muito bem arrumado e sem aquele cheiro típico de brechós, e outro que fica escondido do cliente. Se estiver procurando algo que não esteja ao seu alcance, não deixe de perguntar ao David, que muito simpático, irá procurar a perle rare. Além de peças de época, a Iglaïne tem uma fabricação própria. Com muito bom humor, David explica que a loja não abre aos domingos porque ele tem que lavar roupa.

Quando entramos na Mam'zelle Swing temos a sensação de estar vivendo em outra época. Além da música, que é antiga e tocada em um aparelho de som antigo azul turquesa, a dona da loja, Bérénice, se veste e corta seu cabelo como se vivesse em qualquer outra década, menos na nossa. A impressão que temos é que seu acervo é pequeno, mas, assim como na Iglaïne, Bérénice também tem o seu acervo secreto.

Mamie e Mamie Blue, que significa "vovó e vovó azul", são duas lojas vintage que ficam ao lado uma da outra. As duas vendem roupas de época sendo que a Mamie Blue cria também roupas sob medida inspiradas em roupas de época. Para quem mora em Paris e foi convidado para uma festa à fantasia, as lojas também possuem um acervo próprio para locação.



Didier Ludot: 24, Galerie Montpensier. 75001
Iglaïne: 12, rue de la Grande Truanderie. 75001
Mam'zelle Swing: 35 bis, rue du Roi de Sicile
Mamie e Mamie Blue: 69-73, rue de Rochechouart. 75009



Fleux

Fleux é daquelas lojas que você entra e tem vontade de comprar tudo! São objetos de decoração, presentes inteligentes, móveis, bijouterias... tudo, tudo lindo! A loja fica no bairro mais charmoso de Paris, o Marais.







Fleux: 39-52, rue Sainte Croix de la Bretonnerie. 75004
           

terça-feira, 19 de julho de 2011

Caminho das Indias

Para quem acha que vai descobrir a história do Sari e ver imagens do Taj Mahal, melhor não passar pela exposição. Paris-Delhi-Bombay, em cartaz no Centre Pompidou até o dia 19 de setembro, mostra uma Índia contemporânea através do trabalho de cerca de 50 artistas indianos e franceses, sendo 2/3 das obras tendo sido criadas exclusivamente para a exposição. 

A exposição trata de questões recentes, como o homossexualismo, o movimento feminista, o HIV, a violência contra as mulheres e contra as hijras (transexuais), o super povoamento na grandes cidades, a escassez de água potável, religião, castas, dentre outros.


A obra da artista indiana Hema Upadhyay mostra a maior favela da Asia, Dharavi, localizada em Mumbai (Bombay em francês), cidade mais populosa da Índia, homenageando seus habitantes que conseguiram, apesar das dificuldades, criar uma cidade dentro da Cidade, gerando uma economia paralela relevante no cenário econômico do país. 


Leandro Erlich criou um típico apartamento parisiense, onde na janela são projetadas imagens de uma rua movimentada em Mumbai. Paris assiste Mumbai da janela de seu confortável apartamento.














Para a instalação intitulada Ali Baba, Subodh Gupta criou uma "caverna" composta por pilhas de objetos em aço Inox, comum na Índia, evocando um comércio indiano.







O tapete indiano da artista Sakshi Gupta é, na verdade, composto de peças metálicas de automóveis, simbolizando o processo industrial do país.
















A exposição mostra, também, inúmeros vídeos retratando cenas do quotidiano na Índia e algumas publicidade que ironizam certos costumes, como a realizada pela marca de canetas permanentes Camlin.



Por fim, a obra do francês Orlan mistura as bandeiras indiana e francesa. Composta por lantejoulas que são fixadas no painel de madeira através de pregos, a obra capta diversas variações de luz com a ajuda de uma ventilação artificial.


Quem não puder ver a exposição, mas se interessar pela cultura da Índia poderá assistir os documentários que passaram na Arte (televisão franco-alemã) em complementação à exposição. Os documentários são em inglês com legendas em francês.


Centre Pompidou: Place George Pompidou, 75004

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Revista velha

Sabe aquelas revistas que a gente não deu a mínima importância quando herdou da avó e jogou fora? Pois é,  a livraria Les archives de la presse foi visionária e se especializou em vender revistas velhas. E como já comprovamos que as tendências sempre se repetem - inclusive nos meus cursos de História da Moda aprendi que a tendência atual busca referência no que estava acontecendo há trinta anos atrás - neste precioso endereço encontramos revistas de moda, fotografia, cinema... dos anos 50, 60, 70... Uma Vogue francesa dos anos 60 chega a custar cerca de 80 euros! Para quem vive atrás de referências para realizar um trabalho vá correndo comprar revistas da década de 90! 


Les archives de la presse: 51, rue des Archives, 75003